PRECISA DESCANSAR? ENTÃO FIQUE SOZINHO

VEJA | Pesquisa inglesa realizada com 18.000 pessoas afirma que a melhor forma de descansar plenamente é ficar sozinho

O que significa realmente “descansar” para você? E o que você faz para ficar plenamente descansado? De acordo com uma pesquisa realizada pela BBC e o Hubbub, um coletivo internacional de pesquisadores vinculados à Universidade Durham, na Inglaterra, a maioria das pessoas precisa realizar atividades “solitárias” como ler, estar em um ambiente cheio de natureza, ouvir música ou simplesmente não fazer nada para de fato descansar. As informações são da rede britânica BBC.

O Teste do Descanso, nome dado ao estudo, foi respondido por mais de 18.000 pessoas em 134 países e traz informações sobre o que significa descansar e qual é a forma mais eficiente de fazer isso em diferentes partes do mundo. Embora possa parecer algo óbvio para muitas pessoas, o ato de “descansar” está longe de ter uma definição única e direta. Enquanto para alguns, a descansar mente e corpo é um ato simultâneo, outros só conseguem descansar a mente após “cansar” o corpo.

Quando questionados sobre quais atividades consideravam mais “relaxantes”, ler ficou em primeiro lugar, seguida de “estar em um ambiente cheio de natureza”, “ouvir música”, e “fazer nada”. Para 16% das pessoas, descansar envolve a prática de exercícios físicos e encontrar amigos e familiares, conversar ou beber socialmente foram atividades que ficaram bem abaixo no ranking das “melhores para se descansar”.

O que chamou a atenção dos pesquisadores é que as atividades mais bem colocadas no ranking são feitas enquanto se está sozinho. Isso não significa que essas pessoas não são sociáveis ou não gostam de estar com os outras, mas apenas que não veem isso como uma forma efetiva de descanso. E isso se aplicou tanto para pessoas extrovertidas – que muitas vezes são definidas como pessoas que recarregam suas energias quando estão cercadas por muita gente -, quanto introvertidas. No ranking das pessoas extrovertidas, essas atividades sociais até apareceram mais para cima, mas ainda bem abaixo das atividades consideradas “solitárias”.

“As pessoas disseram que, quando estão sozinhas, em geral elas focam mais naquilo que estão sentindo, no seu próprio corpo e nas próprias emoções”, afirmou Ben Alderson-Day, um psicólogo da Universidade Durham e coautor da pesquisa, à BBC.

Entretanto, a ideia de que quando as pessoas estão sozinhas, elas estão mentalmente conversando consigo mesmas ou que seus cérebros estão descansando, não é totalmente verdadeira. “As pessoas disseram que só estavam conversando com elas mesmas por 30% do tempo. Há um indício de que quando você está sozinho, além de se desligar das outras pessoas, você tem a chance de se desligar do seu próprio monólogo interno também”, disse Alderson-Day.

Estudos recentes feitos com escaneamento cerebral mostraram que quando estamos descansando, supostamente fazendo nada, nossa mente tem a tendência de passear pelos pensamentos e nosso cérebro acaba ficando mais “ocupado” do que quando está concentrado em uma só tarefa.

CONSTANTEMENTE CANSADOS

É comum ouvir as pessoas reclamarem que é difícil descansar. Cerca de dois terços dos participantes disseram que gostariam de ter mais tempo para descansar. Quase um terço afirmou que precisa de mais tempo de descanso do que a média das pessoas – e 10% responderam que precisariam de menos tempo do que a média.

Uma das questões do teste perguntava quanto tempo as pessoas haviam descansado no dia anterior, deixando-as livres para responder da maneira que quisessem. A média foi de três horas e seis minutos. Mas não descansar o suficiente pode atrapalhar o bem-estar? Provavelmente.

DESCANSO E BEM-ESTAR

Os resultados do Teste do Descanso mostraram que pessoas que tinham menos horas de descanso no dia anterior tiveram uma pontuação menor na escala de bem-estar. Na verdade, pessoas que não sentem necessidade de mais horas de descanso tiveram o dobro da pontuação de bem-estar se comparadas àquelas que afirmaram sentir falta de mais tempo para descansar. Isso sugere que a percepção do descanso importa. Em geral, se nós não nos sentimos “descansados”, nosso bem-estar despenca.

Os participantes com a mais alta pontuação no quesito bem-estar haviam descansado em média cinco ou seis horas no dia anterior. Mas, nas que tinham tido mais tempo de descanso do que isso, o nível do bem-estar caiu levemente. Isso sugere que talvez um um descanso “forçado” não tem o mesmo impacto no bem-estar do que um descanso voluntário ou ainda que cinco ou seis horas por dia é o tempo ideal de descanso para qualquer um.

TRABALHO E DESCANSO

Baseado na quantidade de horas que as pessoas disseram ter descansado nas 24 h anteriores, o grupo que havia descansado menos era composto de pessoas jovens, com empregos tradicionais, renda mais alta e, às vezes, trabalho em períodos noturnos. Enquanto o grupo mais “descansado” em geral era mais velho, com renda mais baixa, sem emprego ou trabalhando em dois turnos diários separados – quando as pessoas trabalham um certo número de horas, depois têm tempo livre e depois voltam a trabalhar bem mais tarde naquele dia.

Embora os homens estivessem mais propensos a dizer que têm menos tempo de descanso do que uma pessoa normal, na realidade, seus relatos mostravam que eles tinham tido, em média, apenas 10 minutos a mais de descanso do que as mulheres.

Uma associação preocupante revelada pelo levantamento foi a associação entre o descanso e sensações como “culpa” e “stress”. Quase 9% das pessoas associaram termos como “culpado” ou até “estresse induzido” ao ato de descansar. O que sugere que essa simples e necessária atividade faça com que algumas pessoas se preocupem com o que estão deixando de fazer.

“Nós realmente precisamos transformar esse conceito de que, quando você descansa mais, você se torna preguiçoso. O fato de que as pessoas que descansam mais parecem ter um nível de bem-estar mais alto do que as outras é uma prova da necessidade do descanso”, afirmou Felicity Callard, diretora do Hubbub.

Quando questionadas sobre se descansar é o oposto de trabalhar, a maioria das pessoas que tinha um emprego fixo responderam que sim. Mas aquelas que eram autônomas ou voluntárias tiveram disseram que não. Uma análise completa das respostas será publicada até o próximo ano, mas esses resultados sugerem por exemplo que seu trabalho pode afetar a forma como você vê o descanso ou se você realmente gosta do que faz, o trabalho em si pode ser visto como “descanso”.

DESCANSO É RELATIVO

Callard afirma que esses dados prévios já sugerem uma mudança para os médicos. Isso porque, quando eles prescrevem “descanso”, nem todo paciente irá entender essa recomendação da mesma forma. “Existe uma necessidade clínica de ser mais explícito sobre o que você está prescrevendo quando recomenda descanso. Apenas dizer a uma pessoa para não fazer nada pode provocar mais ansiedade do que relaxamento em si.”, diz a especialista.

SEPULCRO DE JESUS CRISTO É ABERTO PELA PRIMEIRA VEZ EM 500 ANOS

SEMPRE FAMÍLIA | Desde 1555, a laje de mármore que cobre o local, na Basílica do Santo Sepulcro, não era retirada. Assista ao vídeo da abertura do sepulcro

Pela primeira vez em quase cinco séculos, foi retirada na última quarta-feira (26/10) a laje de mármore que cobre o local onde o corpo de Jesus teria sido depositado após a sua morte, na Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém.

Trata-se de uma etapa do processo de restauração da estrutura, que está sendo conduzido por uma equipe da Universidade Técnica Nacional de Atenas dirigida pela professora Antonia Moropoulou. Problemas de umidade ameaçam o local. É o primeiro trabalho de restauro desde 1810, quando houve um incêndio no local.

O sepulcro fica hoje dentro de uma estrutura chamada Edícula, que foi reconstruída pela última vez na restauração de 1810. Depois de retirarem a primeira camada – o que não era feito desde 1555 – os arqueólogos encontraram uma pilha de entulho e uma nova pedra de mármore, que será removida para que possam visualizar o que esperam: o lugar onde o corpo de Jesus teria ficado por alguns dias após a sua crucificação.

“O revestimento de mármore da tumba foi retirado e nos surpreendeu a quantidade de material embaixo dela”, afirmou Fredrik Hiebert, arqueólogo da National Geographic Society, sócia no projeto de restauração. “Será uma análise científica longa, mas seremos finalmente capazes de ver a superfície da rocha original na que, segundo a tradição, se colocou o corpo de Cristo”, disse Hiebert em uma nota publicada no site da organização.

Atualmente, seis denominações cristãs – católicos romanos, ortodoxos gregos, ortodoxos armênios, ortodoxos sírios, etíopes e coptas – dividem a custódia do templo. Os seis grupos concordaram com a restauração da estrutura em março deste ano. Espera-se que o trabalho seja concluído na metade do próximo semestre.

Assista ao vídeo que a National Geographic produziu mostrando a retirada da laje:

MISS BRASIL 2016 É A PRIMEIRA NEGRA APÓS 30 ANOS

VEJA | Ela estuda marketing, é modelo e se tornou a segunda mulher negra da história do Brasil a ganhar a premiaçãomiss-brasil-raissa-santana-20161002-001

Representante paranaense que vive em Umuarama, a baiana Raissa Santana, de 21 anos, foi a vencedora do concurso de beleza mais tradicional do país. Ela estuda marketing, é modelo e se tornou a segunda mulher negra da história do Brasil a ganhar a premiação. As três décadas sem nenhuma representante afro-descendente entre as ganhadoras serviu de inspiração para Raissa durante a competição. Na hora de justificar porque merecia a coroa, a paranaense disse que queria quebrar “o jejum de 30 anos”.

Há exatos 30 anos, a gaúcha Deise Nunes levou o título e se tornou a primeira Miss Brasil negra.

Pela primeira vez, seis candidatas negras disputaram o concurso de beleza (representantes dos estados da Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Paraná, Rondônia e São Paulo). Isso equivale a 25% das participantes. Ao mesmo tempo, a representatividade negra ainda é baixa nos concursos de beleza, visto que mais da metade da população brasileira (cerca de 54%) é formada por pessoas negras.

“SONY”, O HOMEM QUE MORA EM UMA CASINHA DE CACHORRO NO CENTRO DE CURITIBA

GAZETA DO POVO | Embalado pelo sonho de virar artesão, José Valsonir Gauer quer se ver livre de um quadro depressivo. Para ele, morar nas ruas é melhor do que dar trabalho aos filhos

Construída há três meses, a casinha de madeira que fica em uma calçada da Rua Marechal Deodoro, em pleno Centro de Curitiba, não serve de abrigo a um cachorro – como seria de se supor –, mas a um homem. É ali, sob o teto que construiu com as próprias mãos, que mora José Valsonir Gauer, conhecido como Sony. O homem de 59 anos de idade tem família, mas, tomado pela depressão, optou pelas ruas. Sonha em vencer a doença e a voltar a ter uma moradia digna – como indica a inscrição na casinha.

“Eu tenho meu orgulho e minha vergonha. Eu preciso sarar da depressão e de um pontapé inicial que me ajude a voltar a trabalhar”, disse.

Sony nasceu em Lages, em Santa Catarina, mas há 36 anos mora na região metropolitana de Curitiba. Já teve várias ocupações – mestre-de-obras, motorista, guarda de trânsito –, mas seu talento parece se inclinar mesmo à carpintaria. Diz que no Jardim Paulista e no Santa Fé, bairros de Campina Grande do Sul nos arredores de onde morava, se notabilizou como o artesão capaz de fazer de tudo com madeira. Vendeu muitas casinhas de cachorro, como a que agora lhe serve de moradia.

Teve a ideia de viver no abrigo improvisado praticamente por necessidade. “Na rua, roubavam tudo que eu tinha, eu me molhava quando chovia e passava muito frio”, resumiu. Por isso, Sony juntou a matéria-prima e, em um dia de trabalho, edificou seu novo lar. Na ocasião, passava uns dias na residência do filho, em Campina Grande do Sul. Com a conclusão da obra, colocou a casa sobre rodinhas e a empurrou até Curitiba. “Vim andando. Foi uma jornada. Eu passei mal, quase desmaiei de fome”, lembrou.

Família

Por 25 anos, Sony foi casado até que, em 2003, se separou da mulher. Ele diz que já tinha um quadro de depressão, que se agravou. As aflições causadas pela doença o levaram às ruas, onde passou a viver ao longo dos últimos dez anos. Tem dois filhos “criados” que fazem de tudo para tirar o pai desta condição. Ele até chega a passar curtas temporadas com os filhos, mas acaba voltando para a rua.

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“Eles brigam, querem que eu vá morar com eles. Mas meus filhos têm a vida deles e eu não quero tirar a privacidade de ninguém. Eu tenho orgulho e não quero depender deles, ser um peso. Sinto vergonha de estar assim, mas preciso estar bem pra me estruturar de novo, andar com as minhas próprias pernas”, apontou.

Além de se curar da depressão, Sony sonha em retomar o ofício de artesão – voltar a fazer casinhas, carrinhos e, quem sabe, móveis. Para isso, precisaria de uma ajudinha: calcula que se tivesse uma parafusadeira, uma Makita e uma furadeira, conseguiria começar. Com o trabalho, alugaria uma casa em que possa ficar sozinho, sem dar trabalho a ninguém. “Pode ser uma casinha de duas peças e banheiro, mas que seja meu cantinho”, sonhou.

O orgulho também o impede de pedir – “manguear”, na gíria das ruas. Por isso, vive de doações voluntárias ou de pequenos trabalhos que faz para vizinhos da Marechal, onde se instalou. “Às vezes, a coisa aperta. Já fiquei um dia e meio sem comer, só tomando água”, relembrou.

Depressão e fé

Sony revela que sente vergonha também de ter depressão. Diz que, em alguns dias, não sente vontade sequer de sair da casinha e passa quase o dia todo inerte, olhando para o teto. Ainda não teve a oportunidade de passar por um tratamento psicológico. “A depressão é o seguinte: você está com sede, tem um copo de água logo ali, mas você não tem vontade de esticar o braço pra pegar”, definiu.

Algumas frases grafadas na parede da casinha indicam que Sony também é um homem de fé. De barba e cabelos brancos e compridos, se considera até parecido com o profeta Moisés. Afirma não ser frequentador de igrejas, mas se define como uma pessoa que crê em Deus. Acredita que a justiça divina vai tirá-lo da fase ruim.

“O papa ou um morador de rua, como ser humano, é a mesma coisa. Um não é nem melhor nem pior que o outro. Aos olhos de Deus, são iguais”, disse.

Enquanto a maré brava não passa, Sony permanece na calçada da Marechal. Caprichoso, mantém a via limpa e briga com quem jogo lixo no chão. Ele mesmo acondiciona todas as bitucas dos cigarros que fuma em um potinho de plástico, que esvazia na lixeira. Se vê obrigado até a fazer as necessidades em latas, dentro da casinha. “Eu até já recebi o apelido de ‘Cachorrão’, por viver assim. Mas vai passar. Eu vou dar a volta por cima”, finalizou.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO HOMOLOGA PARECER QUE ACABA COM A CONVALIDAÇÃO EM TEOLOGIA

MEC | Parecer CNE/CES n 60/2014 institui as Diretrizes Curriculares Nacionais – DCN do curso de graduação em Teologia – Bacharelado

Esta foi uma luta travada por todas as instituições de ensino que possuem reconhecimento do Ministério da Educação. O parecer 60, de 2014, que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais – DCN para Teologia foi aprovado em 12 de março de 2014 e aguardava homologação. A publicação do parecer está na edição de 08/09/16 do Diário Oficial da União.

Após um ano da publicação desta Resolução, ficam revogados os efeitos do Parecer CNE/CES 63/2004, que dispõem sobre a regulamentação e reconhecimento civil de cursos teológicos livres. Com isso, não será mais permitido o aproveitamento de estudos e convalidação de títulos de cursos livres de Teologia.

Isso quer dizer que estudantes que terminam o curso livre este ano ainda podem convalidar seus diplomas fazendo matrícula no início de 2017. Depois disso, apenas quem cursar integralmente a graduação terá diploma de Bacharel, na UMESP ou em qualquer outra universidade que mantenha o curso de Teologia com reconhecimento do MEC.

BÍBLIA SAGRADA OCUPA O 1º LUGAR NO RANKING DOS LIVROS MAIS LIDOS DO PAÍS

ULTIMATO | A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizado pelo Instituto Pró-Livro e Ibope Inteligência, registrou que 50% das pessoas que não estão estudando e 31% dos estudantes entrevistados citaram a Bíblia Sagrada como o “gênero” de livro mais lido.

A Bíblia Sagrada continua sendo o livro mais lido, em qualquer nível de escolaridade. Esse é o resultado da 4ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, que destaca o Livro Sagrado em primeiro lugar nas listas entre os “livros mais marcantes” e os “últimos livros mais lidos”. Este é o terceiro ano consecutivo em que a Bíblia aparece nesta colocação.

No “gênero” de livro que mais costuma ser lido, a Bíblia foi citada por 50% das pessoas que não estão estudando e por 31% das que estão estudando. Nesta pesquisa, foi registrado, ainda, que entre as “principais motivações para ler um livro” estão os motivos religiosos (11%). Já o “local preferido para comprar livros”, 44% dos entrevistados preferem a livraria física, 19% pelas bancas de jornal e revista, 15% pelas livrarias online e 9% preferem as igrejas e outros espaços religiosos.

Desenvolvida pelo Ibope, sob encomenda do Instituto Pró-Livro (IPL), entidade mantida pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros), a pesquisa foi anunciada durante seminário, realizado em 18 de maio, em São Paulo. Foram entrevistadas 5.012 pessoas.

No ano passado, a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), distribuiu 7.622.674 Bíblias. O número representa um aumento de 0,13% em relação ao ano anterior. “A Bíblia Sagrada é o livro mais lido, traduzido e distribuído de todos os tempos. Essa pesquisa reforça a importância que a Palavra de Deus tem na vida das pessoas. Ela é fonte de orientação e conforto. Além disso, seus ensinamentos têm aplicação para todos os momentos da vida”, analisa o secretário de Comunicação, Ação Social e Arrecadação da SBB, Erní Seibert.

Para incentivar o hábito da leitura e fazer com que cada vez mais pessoas tenham acesso à Palavra de Deus, a SBB realiza uma série de programas. Entre eles, destaca-se o movimento “A Bíblia em Cada Casa”, que tem o desafio de colocar, até 2050, a Bíblia nos cerca de 50 milhões de lares brasileiros. Outro importante programa é o “Clube Uma Bíblia por Mês”, que reúne pessoas que se dispõem a doar, mensalmente, o valor de um exemplar da Bíblia Sagrada. Os recursos arrecadados permitem levar a Bíblia para pessoas que ainda não possuem um exemplar.

MAIS DADOS DA PESQUISA
A pesquisa do Instituto Pró-Livro aponta também um aumento no número de leitores no País. Em 2011, registrava 50% da população, e em 2015 chegou a 56%. O resultado mostrou que o leitor brasileiro lê 4,96 livros por ano, sendo 0,94 indicados pela escola e 2,88 lidos por vontade própria. Na edição anterior da pesquisa, a média era de quatro livros lidos por ano e a Bíblia Sagrada também ficou em primeiro lugar na lista de preferência dos leitores.

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44% DA POPULAÇÃ BRASILEIRA NÃO TEM HÁBITO DE LEITURA

GAZETA DO POVO | Parcela de brasileiros que se considera leitora subiu de 55%, em 2007, para 56% em 2015. Gibis e Bíblia também foram considerados livros para a pesquisa nacional

A quarta edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, apresentada hoje pelo Instituto Pró-Livro (IPL), mostrou que pouco mais da metade dos brasileiros se diz ‘leitora’. Comparando com as pesquisas anteriores, há pouca variação no índice nos últimos oito anos. Em 2007, 55% dos brasileiros foram considerados leitores, em 2011, esse porcentual caiu para 50%. Os dados mais recentes, coletados entre novembro e dezembro do ano passado, mostram que 56% da população brasileira se considerava leitora. Para a publicação, é considerado “leitor” todo aquele que leu, inteiro ou em partes, pelo menos um livro nos últimos três meses.

A pesquisa ouviu, por meio do Ibope Inteligência, 5 mil entrevistados de mais de 5 anos de idade, alfabetizados e não alfabetizados, em todas as regiões brasileiras, proporcionalmente aos dados da última Pnad. A iniciativa é fruto da parceria com a Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros), com a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).

De acordo com as entrevistas, o brasileiro lê, em média, 2,54 livros, inteiros ou em parte, no periodo-referência de três meses anteriores à pesquisa, entre literatura, contos, romances, poesia, gibis, Bíblia, livros religiosos e livros didáticos. Deste total de 2,54 livros, cada leitor lê 1,06 livro inteiro e 1,47 em partes. Ainda segundo o IPL, a diferença de leitura entre homens e mulheres também diminuiu em relação às edições anteriores. Em 2011, as mulheres liam 2,06 livros e os homens 1,63. Agora elas aumentaram o número de livros lidos para 2,63 e eles atingiram 2,44.

Os resultados não são muito animadores, mas mesmo assim surpreendem, segundo Madalena Kriwouruska, coordenadora da Biblioteca Livre do Shopping Omar, que distribui livros gratuitamente pedindo apenas outros títulos em troca de forma não-obrigatória. Ela conta que esse aumento no público leitor não é tão perceptível assim na prática. “Vemos muita gente lendo, mas lendo em celulares, tablets, redes sociais, não livros. Ainda mais nesse período que estamos tendo tantas notícias políticas, crise, distrações eletrônicas, não vejo muita gente dizendo que vai parar e comprar livros”, diz. Ela comenta que uma coisa é a pessoa ser obrigada a ler, outra é ter esse hábito por interesse, quer dedicar tempo, entende que é algo positivo. Dos livros que são disponibilizados gratuitamente no projeto para a retirada da população, muitos somem rapidinho da prateleira. “Espero que tenham sido lidos, mas a verdade é que muita gente passa, vê que é de graça, pega e vai vender em sebos”, diz.

Na opinião de Vera Lúcia Cabral, especialista em políticas públicas e curadora do Bett Brasil Educar 2016, a pesquisa reflete, o crescimento registrado nos índices de aprendizagem da Prova Brasil nos últimos anos. “Na medida em que melhora a qualidade da educação, nos anos iniciais da educação básica, os estudantes incorporam os hábitos de leitura”, analisou.

Já Priscila Angélica Santos Sehnem, que é arte-educadora e professora de formação de leitores do Centro de Artes Guido Viario, acredita o aumento no número de leitores é resultado do trabalho de escolas e de projetos voluntários de acesso ao livro, como o feito na Biblioteca Livre de Madalena ou do projeto que a própria Priscila coordena na Rodoviária de Curitiba, o Passagens Literárias, inativo no momento. Apesar do número ser positivo, Priscila lembra que, mais do que termos mais leitores, é preciso incentivar a formação de leitores críticos, que entendem o que leram. “Programas de acesso à leitura ampliam o número de leitores, mas mesmo assim ainda falta um avanço muito grande para que além da leitura, haja entendimento e apropriação criativa ”, afirma.

PERFIL

Segundo a pesquisa, o percentual de pessoas não alfabetizadas ou que não frequentaram escola formal caiu de 9%, em 2011, para 8%, em 2015. Em 2011, o número de entrevistados que não estudavam era de 68% e, em 2015, passou para 73%, sendo o percentual de estudantes em 2015 27%. Quanto maior o nível de escolaridade , menores foram as proporções de motivação de leitura ligadas a “exigências escolares” ou “motivos religiosos” e maiores são as menções a “atualização cultural ou de conhecimento geral”.

VIDA COMEÇA COM UM CLARÃO DE LUZ

SEMPRE FAMÍLIA | Cientistas norte-americanos registraram “fogos de artifício” sendo gerados do encontro do espermatozoide com o óvulo

A vida humana começa com um clarão de luz, no momento em que o espermatozoide encontra o óvulo. Foi o que cientistas da Northwestern University, em Chicago, nos Estados Unidos, mostraram pela primeira vez, capturando em vídeo os incríveis “fogos de artifício”.

Em reportagem do The Telegraph, os pesquisadores explicam que uma explosão de pequenas faíscas irrompe do óvulo no exato momento da concepção. Cientistas já viram o fenômeno em outros animais, mas é a primeira vez que se comprova que isso também acontece com os humanos.

O brilho ocorre porque quando o espermatozoide se insere no óvulo ocorre um súbito aumento de cálcio que desencadeia a liberação de zinco. Quando o zinco é solto, prende-se a pequenas moléculas que emitem uma fluorescência que pode ser captada por câmeras microscópicas.

Não se trata apenas de um incrível espetáculo, que destaca o momento em que uma nova vida começa, como também o tamanho do brilho pode ser usado para determinar a qualidade do óvulo fertilizado.

Os pesquisadores reportaram que alguns óvulos brilham mais do que outros e isso se relaciona com a sua maior propensão a gerar um bebê saudável. “Foi memorável”, disse Teresa Woodruff, uma das autoras do estudo, ao jornal britânico. “Descobrimos as faíscas de zinco há apenas cinco anos em camundongos. Ver o mesmo acontecer em óvulos humanos foi de tirar o fôlego”.

“Toda a biologia começa na fecundação, mas ainda assim não sabemos quase nada sobre os eventos que acontecem na fecundação humana”, disse Woodruff.

No experimento, os cientistas usaram enzimas de espermatozoides em vez dos próprios espermatozoides para ver o que acontece no momento da concepção.

O estudo foi publicado em 26 de abril na revista Scientific Reports.

ADULTOS SÃO AINDA MAIS VICIADOS NA INTERNET DO QUE ADOLESCENTES

GAZETA DO POVO | Comer com dispositivos conectados ao lado e responder e-mails mesmo durante os fins de semana ou férias são atitudes comuns entre os mais velhos

É comum ouvir por aí pais reclamando que os filhos adolescentes não conseguem tirar os olhos do celular o dia inteiro. Uma pesquisa recente da Nielsen, no entanto, mostra que os jovens de hoje (conhecidos como geração Z) estão longe de serem os mais afoitos por tecnologia nos momentos livres.

A pesquisa da Nielsen ouviu mais de 30 mil pessoas em 60 países, no ano passado, para esmiuçar as diferenças de comportamento entre diferentes faixas etárias. Ao indagar se os entrevistados permaneciam usando aparelhos eletrônicos mesmo durante as refeições, o estudo comprovou que adolescentes e os chamados millenials (que têm hoje entre 21 e 34 anos) não abrem mão com facilidade de seus celulares, mas estão longe de serem os únicos.

O número de pessoas que disseram comer com dispositivos conectados ao lado do prato, curiosamente, foi maior na faixa entre 30 e 60 anos: 45% dos entrevistados com idade entre 35 e 49 anos (Geração X) afirmaram que suas refeições são acompanhados por algum tipo de aparelho tecnológico, porcentual que chegou a 52% entre aqueles com 50 a 64 anos (Baby Boomers). No caso daqueles entre 15 e 20 anos, o porcentual foi de 38% e, entre os millenials, 40%.

Aqui, vale uma ressalva: na metodologia da pesquisa, também foram incluídos como aparelhos conectados e eletrônicos os televisores, sem distinção sobre o tipo de dispositivo. Mesmo assim, o resultado vai ao encontro de outras pesquisas, que mostram adultos tão ou mais viciados na internet do que os nascidos nas duas últimas décadas.

Estudo da Associação Americana de Psicologia (APA, da sigla em inglês) mostrou que 53% dos americanos adultos checam seus e-mails profissionais durante o fim de semana e 54% fazem isso mesmo quando estão doentes. A mesma pesquisa também relatou que 44% dos entrevistadores reconheceram que acompanham as mensagens profissionais que chegam pela internet durante o período de férias.

Outra pesquisa, conduzida ano passado pela consultoria Workfront com trabalhadores dos Estados Unidos, mostrou que 40% dos entrevistadores disseram ser razoável responder a e-mails da empresa durante refeições com a família.

VICIADOS EM E-MAILS

Obviamente, o perfil de uso da internet e de dispositivos conectados, como mostra as pesquisas, é bastante diferente entre adultos e adolescentes, independente do país. Há quem defenda que esse acompanhamento constante de e-mails e mensagens profissionais é uma necessidade para os adultos, enquanto trocar vídeos e imagens pelo Snapchat e áudios pelo WhatsApp pode ser encarado como mera distração para os mais jovens.

Mais uma vez, há controvérsias em relação a esse argumento. Há dúvidas sobre até que ponto checar os e-mails constantemente é realmente imprescindível em várias profissões e se essa atitude de fato contribui para a rotina da empresa. Alguns pesquisadores, por exemplo, acreditam que adultos que conferem e respondem e-mails o dia inteiro, independente de onde estejam, podem estar buscando uma falsa sensação de produtividade – mesmo que coloquem em risco sua saúde e vida pessoal no processo.

ALUNOS TÍMIDOS PRECISAM DE ABORDAGEM QUE RESPEITE A INTROSPECÇÃO

GAZETA DO POVO | O espaço escolar está se tornando cada vez mais desafiador para os introvertidos. É preciso cuidado para que as práticas não levem ao sofrimento em vez de servir de estímulo

Nada de preconceito com os tímidos. Quando se fala em escola do futuro, chama atenção as propostas de mudanças pedagógicas que impactam diretamente o comportamento dos estudantes, cada vez mais inseridos em situações interativas. Para frente, prometem-se ainda mais métodos de aprendizagem compartilhada, espaços de convivência fora de quatro paredes e salas de aula invertida (Flipped Classroom), quando o aluno é o protagonista em uma discussão, tendo estudado antes a matéria e vai para a aula apenas para aprofundar o aprendizado com professor e colegas. São práticas e didáticas que são eficientes em alguns casos, mas podem prejudicar estudantes com tendência introspectiva.

A cultura da colaboração e autoexposição forçada acaba subvalorizando os introvertidos, segundo a escritora e conferencista norte-americana Susan Cain, autora do livro “O poder dos quietos”. A palestrante, que tem uma apresentação de sucesso em um TED Talk (Quiet: The Power of Introverts in a World That Can’t Stop Talking ), alerta para a falta de respeito aos diferentes perfis de estudantes dentro da escola – algo que pode prejudicar os introvertidos – quase um terço da população.

Da mesma forma como seria uma violência obrigar um canhoto a ser destro, e vice-versa, não respeitar a introspecção de alunos com essa tendência pode empobrecer a convivência. Nesse cenário, a escola tem o desafio de permitir que os alunos mais inibidos possam se expressar de forma diferente, mesmo que não seja pela palavra.

“A criança mais silenciosa tem papel dentro do grupo também, importante para o equilíbrio”, explica a psicóloga e filósofa Alba Regina Bonotto.“As mais introspectivas falam pouco, mas servem para dar força para os que falam mais. Professores ou alunos que não sabem lidar com o silêncio são mais barulhentos e acabam projetando naquela pessoa fantasmas e medos. A pessoa introspectiva serve para revelar o outro”.

Mais do que uma característica que pode ser vista como defeito ou qualidade, a introspecção e os momentos de silêncio são fundamentais para o aprendizado. A professora do Departamento de Psicologia Educacional da Unicamp, Ana Archangelo, lembra que a instituição escolar é, por definição, um espaço que requer grande investimento cognitivo e afetivo por parte de todos e que aprender (e ensinar) envolve processos internos complexos, como o contato com a frustração por não se saber tudo. “Todos nós precisamos de experiências compartilhadas, de troca e de cooperação, que envolvam claramente a figura do outro. Mas há muito movimento na introversão, investimento psíquico, que nos permite maior contato com os processos de transformação que nos movem”, diz.

A CIÊNCIA DE OLHO NOS INTROVERTIDOS
Mais do que resultado da educação e dos estímulos recebidos, a introversão ou timidez tem sido apontada pela ciência como fruto de características genéticas e neurológicas. Há mais de 30 anos, o psicólogo Jerome Kagan, da Universidade Harvard, acompanhou 500 bebês avaliando seu crescimento e a intensidade do choro, a taxa cardíaca, pressão e temperatura. Observando a diferença de perfil, entre bebês reservados e extrovertidos, verificou diferenças biológicas, ocasionadas pelas funções da amígdala (região do cérebro). A amígdala também foi destaque em pesquisa da Universidade de Vanderbilt, que demonstrou que essa área primitiva influencia um comportamento mais inibido nas pessoas, e emoções como o medo e a ansiedade.

Estudo de outra universidade norte-americana, de Iowa, demonstrou que o cérebro relaxa de forma diferente entre os dois perfis de pessoas. No Brasil, um estudo da PUCRS fez um levantamento em sala de aula, ouvindo mais de 50 mil estudantes de 11 a 32 anos. A pesquisa apontou que até 25% dos estudantes têm sinais de timidez e depressão, preferindo não trabalhar em grupo e participar pouco da aula. Outro estudo gaúcho em parceria com a USP levantou que 20% dos estudantes têm algum grau de fobia social. “Mas, biologia não é destino!”, afirma a psicóloga e pesquisadora Lidia Weber, professora sênior do Doutorado em Educação da UFPR. Ela explica que a forma como a pessoa vai lidar com a timidez ou introversão depende de como a família e a escola trabalham com isso. “As causas da timidez podem ser de origem temperamental (biológica), mas mais importantes são os comportamentos aprendidos e experiências traumáticas ou não. Se os pais percebem que o filho apresenta certa introversão podem, sim, incentivar, aos poucos, a aproximação com outros, pois as relações sociais são fundamentais para o ser humano”.