COMEÇA NESTE DOMINGO…

CAPACITANDO A FAMÍLIA CRISTÃ | Com 31 alunos inscritos, a ADPV inicia neste dia 20 mais um curso de capacitação ministerial com foco na liderança do ministério familiar. Minha expectativa é que novos líderes sejam despontados para esse contexto tão desafiador na igreja contemporânea…

O GRANDE

RAYSSA E RAVEL | Esses dois irmãos de sangue e de fé também são irmãos na unção do louvor. A regravação do sucesso do Samuel Mariano ficou simplesmente absurdo nesta nova roupagem. Um louvor à GRANDEZA do nosso Deus…

ESCOLA DE LÍDERES E OBREIROS

MANDIRITUBA | O Instituto Neir Moreira retorna à Assembleia de Deus em Mandirituba (PR) para dar continuidade ao projeto educacional voltado para a liderança desta igreja…

ME ENTREGUEI

FLÁVIO E KAIQUE | Pai e filho redesenham a nova formação da dupla  “Os Levitas” numa gravação em formato acústico. Apaixonado pela música sertaneja sou absolutamente suspeita para conceituar esta música. Mas que ficou excelente, isso não tenho dúvida. Aprecie…

ASSEMBLEIA SOLENE

Fui reconduzido Superintendente de Educação Cristã, Coordenador da JUADAT e Pastor Regional do Jardim Vitória, além de empossado Relator do Conselho de Doutrina e Ética da ADPV… [Obrigado Deus, meu pastor presidente, Samuel Moreira, minhas ovelhas e principalmente minha família e meu amor, Saiomara].

MARIAH CAREY REVELA DIAGNÓSTICO DE TRANSTORNO BIPOLAR

VEJA‘Tinha um constante medo de que alguém iria me expor’, revelou a cantora sobre distúrbio descoberto em 2001

Mariah Carey revelou que foi diagnosticada com transtorno bipolar em 2001, quando foi hospitalizada por um colapso mental. No entanto, a cantora só começou a fazer tratamento há poucos anos. “Eu não queria acreditar no diagnóstico”, afirmou em entrevista à revista americana People.

“Até recentemente, eu vivia em negação, me isolava e tinha um constante medo de que alguém iria me expor”, explicou Mariah. “Era um fardo muito pesado para carregar e eu simplesmente não conseguia mais. Recebi tratamento, mantenho pessoas positivas à minha volta e voltei a fazer o que eu amo — escrever canções e fazer músicas”.

Segundo a revista, Mariah possui transtorno bipolar do tipo dois, caraterizado por quadros de depressão e hipomania (grandes variações de humor). Os sintomas ainda incluem insônia e hiperatividade. A cantora está fazendo terapia e tomando medicamentos adequados.

No início, Mariah acreditou que estava apenas com problemas para dormir. “Não era uma insônia comum. Ficava irritada e com um medo constante de decepcionar as pessoas. Eventualmente, simplesmente batia em uma parede. Acho que meus episódios de depressão eram caracterizados por uma energia muito baixa. Me sentia triste, sozinha e até culpada por não estar fazendo o que deveria pela minha carreira”, revelou.

Agora, Mariah está em estúdio gravando as músicas para o seu décimo quinto álbum, o sucessor do CD lançado em 2014, Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse.

EM BREVE…

QUALIFIQUE-SE | Não perca a oportunidade de se inscrever nesse Curso e se preparar para liderar numa das áreas mais cruciais da igreja no contexto atual…

MARIA MADALENA: O FILME E O MITO DA PROSTITUTA

ULTIMATO | Semana Santa: o momento mais importante do calendário litúrgico cristão. Tempo sagrado de comemorar, celebrar e atualizar os acontecimentos dramáticos do fim da vida terrena de Jesus e de contemplar, pela fé, o mistério de sua ressurreição. É muito comum que nesta época sejam exibidos filmes que tratem destes temas. É exatamente o caso de “Maria Madalena”, do diretor australiano Garth Davis.

Maria Madalena é um filme interessante por algumas razões. O objetivo dele é mostrar o projeto de Jesus, a compreensão do reino de Deus, a morte e ressurreição na perspectiva de Maria de Magdala, popularmente conhecida como Maria Madalena. O filme de Davis desconstrói algumas compreensões populares a respeito desta Maria. Dentre estas, a de que a Madalena seria uma prostituta. Essa compreensão é recorrente no cristianismo ocidental há séculos. Mas trata-se de uma compreensão equivocada do Papa Gregório Magno, que no século sexto da era cristã associou a “pecadora” anônima de Lc 7.36-50 com Maria de Magdala. Entretanto, em nenhum momento o texto bíblico confirma esta interpretação. O Novo Testamento nunca diz que aquela Maria foi prostituta. Desde então, em todo o ocidente cristão a Madalena tornou-se símbolo de alguém que se arrepende de sua vida pregressa. Só que, não é demais repetir, não há base bíblica para afirmar que ela fora prostituta. Neste sentido, o filme de Garth Davis acerta em cheio quando a apresenta como uma moça que ajudava sua família nas lides da pesca, como muitas outras, considerando que Magdala era uma pequenina aldeia ao redor do grande Lago de Genesaré, que é o mesmo Mar da Galileia. Também conforme o filme, ela era uma assistente da parteira da vila.

O que o Novo Testamento de fato afirma sobre Maria de Magdala é bastante interessante: ela, e outras mulheres, algumas de posição socioeconômica elevada, ajudaram a Jesus e aos doze em sua missão (Lc 8.1-3); ela, bem como outra Maria, seguiram Jesus desde a Galileia até a crucificação em Jerusalém (Mt 27.55-56); ela, e a “Maria mãe de José” prestaram bastante atenção ao túmulo onde Jesus fora sepultado (Mc 15.42-47); ela, e algumas amigas, foram as primeiras a ir ao túmulo onde Jesus fora sepultado, logo na madrugada do domingo (Mc 16.1-2; Mt 28.1), tornando-se uma das primeiras pessoas a tomar conhecimento da notícia mais extraordinária e inesperada de todas: o Rabi Jesus de Nazaré ressuscitou dos mortos (Jo 20.11-16), e uma das primeiras a avisar aos demais apóstolos a respeito de sua descoberta (Jo 20.1-2). Depois destas passagens a Madalena sairá de cena, não sendo mais mencionada. Mas o que a respeito dela é dito é o suficiente para mostrar que ela desempenhou um papel destacado na história dos primeiros seguidores de Jesus.

O filme de Garth Davis tenta fazer jus a estes fatos. Em sua narrativa, ao contrário das especulações baratas do Código Da Vinci, não há romance entre Jesus e Madalena. No filme, Maria de Magdala é uma mulher forte e decidida, porque tem coragem de fazer o que nenhuma mulher solteira teria coragem de fazer naquele tempo: ela sai de casa e se torna seguidora de Jesus. Conforme os evangelhos, foi exatamente isso que aconteceu. Na narrativa fílmica de Davis, o relacionamento entre Jesus e Maria de Magdala não é romântico, e muito menos sexual. Antes, é um relacionamento de confiança, porque um inspira o outro. A Madalena de Garth Davis é a única que entende que o reino de Deus que Jesus anunciou está nos corações, e não vem como uma revolução militar para expulsar os invasores romanos.

Mas todo filme é uma releitura, e o de Davis não é exceção: ele se permite algumas liberdades, que dificilmente teriam tido base histórica. Jesus (Joaquin Phoenix) e Maria de Magdala (Rooney Mara) são caucasianos, e Pedro (Chiwetel Ejiofor) é negro. É improvável que Jesus e a Madalena fossem brancos, e que houvesse judeus galileus negros naquela época. Na cena da última ceia, no cenáculo não há treze pessoas (Jesus e os doze), como estamos acostumados a pensar, mas quatorze (Jesus, os doze e Maria Madalena). O filme é na maior parte do tempo lento e arrastado. Quando Jesus cura alguém ele fica esgotado, chegando a quase perder os sentidos. A narrativa se passa o tempo todo com um clima melancólico, talvez por concentrar a atenção nos últimos dias da vida de Jesus. Com perdão do trocadilho infame, todo mundo no filme está com “cara de Madalena arrependida”, todo mundo com cara de choro e lágrimas nos olhos quase o tempo todo. A meu ver, Davis poderia ter feito a cena do encontro inesperado de Maria com o ressuscitado, narrada com detalhes emocionantes em Jo 20.11-18 mais fiel ao relato bíblico. A cena no filme foi muito rápida, e não tem a carga emocional forte e intensa do relato joanino.

A recriação fílmica do relato da Madalena feita por Garth Davis poderá desagradar a alguns. Mas também fará pensar no papel de uma mulher que teve sensibilidade para abandonar a segurança do seu lar para seguir o Rabi Jesus, por entender sua mensagem e se comprometer com o seu anúncio. O filme poderá provocar uma revisão da maneira como entendemos a Madalena: não uma prostituta endemoninhada, mas uma mulher inteligente, solidária e corajosa, que levou o discipulado – seguir Jesus – às últimas conseqüências.