TRATAMENTO GRATUITO A PESSOAS COM DEPRESSÃO EM CURITIBA

GAZETA DO POVO | O estudo com a Ketamina (escetamina) está sendo realizado em centros de pesquisa ao redor do mundo, além de Curitiba, e tem como objetivo tratar pessoas portadoras de depressão refratária

Pacientes que fazem tratamentos para a depressão e não percebem o alívio completo dos sintomas podem ter chance de melhorar graças a um novo medicamento produzido a partir da Ketamina. Para isso, os interessados devem procurar o Centro de Pesquisas Trial Tech, em Curitiba, que realizará testes com a substância para verificar possíveis impactos e benefícios à população. A participação no estudo é gratuita e o tempo de duração pode variar de acordo com a resposta do paciente. Em média, o tratamento leva um ano.

O estudo com a Ketamina (escetamina) está sendo realizado em centros de pesquisa ao redor do mundo, além de Curitiba, e tem como objetivo tratar pessoas portadoras de depressão refratária. O distúrbio ocorre em 30% dos pacientes que já realizam tratamentos para a depressão.

No mundo todo, mais de 121 milhões de pessoas sofrem com a doença e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2030 a depressão poderá ser a patologia mais comum no planeta.

Bastante utilizado em procedimentos anestésicos, o composto químico Ketamina tem apresentado evidências de boa resposta e segurança no tratamento de quadros depressivos refratários em estudos iniciais. “A Ketamina é bem diferente dos antidepressivos convencionais. Ela melhora a transmissão das redes neuronais de uma das principais substâncias excitatórias do cérebro, o glutamato. É como se ela fosse um dispositivo que tornasse mais estáveis as conexões de uma rede de energia”, explica Luiz Fernando Petry, psiquiatra e um dos especialistas à frente do estudo conduzido pela Trial Tech. Durante o tratamento, o remédio é aplicado via intra-nasal, ou seja, através de spray nas narinas. Desse modo, a substância é melhor absorvida pelo organismo.

A pesquisa foi iniciada em agosto do ano passado e atualmente está na fase 3, em que a medicação já tem eficácia comprovada e passou por um estudo de segurança. Agora, os testes servirão para validar estatisticamente o tratamento com a substância.

De acordo com o especialista, muitos pacientes têm mostrado respostas drasticamente rápidas ao tratamento. “Alguns pacientes deprimidos há anos tiveram uma melhora considerável em poucas semanas”, diz Petry.

Para saber mais sobre a pesquisa e como participar, é necessário entrar em contato com a Trial Tech pelos telefones (41) 3013-1235 e (41) 9206-1583, pela página da empresa no Facebook ou no email contato@trialtech.com.br.

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