O TROVÃO DO ETERNO

NEIR MOREIRA | Enquanto Samuel oferecia o sacrifício, os filisteus se aproximavam dispostos a atacar Israel. Naquele momento o Eterno trovejou sobre os filisteus, e eles entraram em pânico (1 Samuel 7.10).

Não se sabe ao certo o tempo exato deste ofício sacerdotal, mas o que sabemos é que durante este tempo fatos importantíssimos, do ponto de vista espiritual, ocorreram.

O primeiro fato é que, “enquanto Samuel oferecia o sacrifício”, os maiores inimigos de Israel à época, os filisteus, se prepararam para atacar o povo de Deus. Fica claro que o fato de mantermos a prática rotineira do sacrifício não nos isenta dos ataques dos nossos inimigos. O fato de orarmos incessantemente não nos garante vida fácil. O fato de jejuarmos regularmente não nos assegura isenção de lutas e problemas. O sacrifício não nos livra dos ataques, mas nos garante resultados positivos…

O segundo fato é que, “enquanto Samuel oferecia o sacrifício”, houve um fenômeno divino-natural: o Eterno Deus de Israel liberou uma rajada de trovões sobre os filisteus. O texto não diz que Samuel estava demasiadamente preocupado com o que havia de acontecer. Ele, enquanto elo entre o povo e Deus optou por exercer seu ofício a despeito de todo o contexto adverso que o povo estava enfrentando. O povo e ele; afinal o líder não está isento das condições precárias que eventualmente os seus liderados enfrentem. Parece que o texto quer nos ensinar que, apesar dos ataques que o povo de Deus sofra, eu devo continuar fazendo exatamente aquilo que Deus me capacitou a fazer, afinal Ele fará tudo o que for necessário para que o livramento ocorra ao seu povo. O líder não deve se desesperar, muito menos demonstrar insegurança ao povo. Nenhum sacrifício deve ser abandonado em função dos ataques alheios. Nenhuma obra de Deus deve ser interrompida por causa dos Tobias e Cia. Nenhum ministério deve parar por causa daqueles que nos atacam. Nada e ninguém devem ser suficientemente capazes de bloquear nosso acesso ao altar de sacrifício ao Eterno. Mesmo porque quando o Eterno age, os resultados aparecem…

O terceiro fato é que, “enquanto Samuel oferecia o sacrifício”, os inimigos de Israel entraram em pânico. E esse desespero não foi fruto do sacrifício de Samuel (embora alguns queiram acreditar), mas em função do trovão do Eterno que foi disparado contra os filisteus e que ocorreu no mesmo tempo em que Samuel oficiava o seu sacrifício. Isso evidencia que nossas vitórias não significam resultados diretos de nossos sacrifícios. Ou seja, a observância dos rituais de sacrifícios, a vida de oração e vigilância, a prática do jejum e da consagração não representam e asseguram os livramentos necessários. Tudo isso é fundamental para mantermos nossa comunhão com Deus e nosso crescimento pessoal. Quanto à nossa proteção diante dos adversários é uma prerrogativa única do nosso Deus.

Finalmente, cabe a nós mantermos focados nos sacrifícios e na atividade espiritual e confiar que o nosso Deus nos protegerá de todo e qualquer inimigo que nos tenta assombrar.

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