TELE-BABILÔNIA E O BEIJO GAY DAS VOVÓS

NEIR MOREIRA | Babilônia (também conhecida como Babel ou Babil) foi uma cidade da Mesopotâmia, às margens do Rio Eufrates, cujas ruínas hoje coincidem com a cidade de Al Hillah, no Iraque a cerca de 80 km a sul da capital do país, Bagdá. Babilônia foi um exemplo de uma grande metrópole, bem organizada e com um caráter multi-étnico.

A antiga cidade de Babilônia começou imediatamente após o Dilúvio e simboliza a expressão da rebelião direta do homem contra Deus e Sua ordem. O nome “Babel” foi dado à cidade de Ninrode, por causa da sentença de Deus sobre seus habitantes (Gn 11.1-9).

A Bíblia menciona o termo Babilônia mais de duzentas e oitenta vezes, e segundo os pesquisadores, depois de Jerusalém, Babilônia é a cidade mais citada em toda a Bíblia.

Assim como essa cidade desempenhou um importante papel no passado, ela igualmente desempenhará um papel central no futuro. Babilônia se tornará, provavelmente, a capital do Anticristo durante os futuros sete anos de tribulação, segundo os estudiosos em escatologia. Pode-se comparar os textos de Isaías 13.19 e de Apocalipse 18.10.

O verdadeiro caráter de Babilônia é revelado a João em Apocalipse 17.5 como um mistério assim descrito: “Babilônia, a Grande, a Mãe das Meretrizes e das Abominações da Terra”.

Este breve pano de fundo bíblico-histórico sobre Babilônia por si só demarca o triste perfil desta cidade, cujo homônimo dá título a mais recente telenovela de uma emissora brasileira.

Sem me ater aos objetivos da TV brasileira quanto aos valores defendidos pela igreja e pelas famílias cristãs, apreciaria apenas adicionar um graveto na fogueira da discussão sobre a tão propalada telenovela que exibiu o beijo gay das vovós em horário nobre.

Inicialmente, eu encontro dificuldade para entender como uma legião de cristãos perde tempo para discutir o conteúdo moral de um folhetim que historicamente não tem nenhuma relação com o Cristianismo e nem a preocupação de fundamentar seu enredo nos ensinos de Cristo.

Fico pensando, se cristãos estão se sentindo prejudicados com o conteúdo das novelas “globais”, é de se esperar que em breve vão manifestar as suas indignações sobre algum canal de lutas (em função da possível violência física e psíquica), e até dos canais considerados adultos (caso alguma novidade erótica agrida a sensibilidade deste “cristão”)…

Me poupe!

Continuo pensando que tipo de cristão se presta a questionar a “imoralidade” estampada na TV como se isso fosse um problema apenas desse meio de comunicação, e não da cosmovisão decadente da sociedade atual.

Para os insistentes, pergunto: o que a sua igreja local oferece como um programa de melhor qualidade moral e espiritual do que o entretenimento da Tele-Babilônia e outros programas televisivos?

Boa parte das igrejas cristãs (evangélicas e até católicas) abre suas portas para os cultos de oração, cultos evangelísticos, cultos de ensino bíblico, sem contar o investimento para os estudos bíblicos e teológicos, nos seus variados níveis. Não mencionei ainda os sem número de ministérios voltados para casais, criação de filhos, adolescentes, terceira idade, artes, música, etc. E, por falar em música, as igrejas são referência no que há de melhor em conjuntos corais, vocais e instrumentais.

E eu nem citei os variados ministérios familiares adotados por muitas denominações, os quais se valem dos milhares de lares cristãos para estabelecerem igualmente milhares de igrejas nas casas.

Igrejas-casas que não pagam imposto! Igrejas-lares que pagam o preço da santificação!

Por fim, e não menos importante, transcrevo o texto do apóstolo João – Apocalipse 18.2-5 – escrito no primeiro século da era cristã acerca dos eventos futuros que envolverão a Babilônia:

“E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e coito de todo espírito imundo, e coito de toda ave imunda e odiável. Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua fornicação, e os reis da terra fornicaram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias. E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas. Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniquidades dela”.

Curioso observar que a ordem é para sair da Babilônia e não mudar a Babilônia. Sair diz respeito a uma decisão estritamente minha de abrir mão da luxúria e lascívia que todo tipo de Babilônia representa: no passado ela foi símbolo de confusão espiritual, no presente é signo de libertinagem, e no futuro escatológico será a insígnia do pecado superlativo.

E, para tratar esse mal histórico, diagnosticado pelo salmista, ele mesmo receitou a dieta radical: “Não porei coisas más diante dos meus olhos” (Sl 101.3)!

Afinal, ou eu mudo em relação à Babel, ou a Babel me muda! E, pra pior!

FONTES:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Babil%C3%B4nia
http://www.chamada.com.br/mensagens/babilonia_profecia.html

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2 respostas para “TELE-BABILÔNIA E O BEIJO GAY DAS VOVÓS”

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