CAFÉ COM DEBATE

FACULDADE FIDELIS | Segue o convite para os meus amigos que apreciam um debate profundo de um tema extremamente relevante para o contexto teológico. O debatedor desse tema será o pastor Itamir Neves (da Rádio Transmundial) e o moderador o professor Arthur Duck (Faculdade Fidelis). Venha compartilhar desse momento único para agregar conteúdo e ampliar contatos além e rever amigos. Você pode confirmar presença através do meu número: 9142-3639 (Whats). Vagas limitadas!

DETECTAR DEPRESSÃO EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES É UM DESAFIO

GAZETA DO POVO | Mudança no comportamento varia de irritação e impaciência a medo e ansiedade

Em estudo publicado recentemente, a Universidade McGill, localizada no Canadá, questiona o método utilizado na América do Norte para identificar a depressão nos adolescentes e crianças. Por lá, os profissionais de saúde são incentivados a realizar exames de rotina, seguindo um questionário simples com perguntas sobre os sintomas da doença, para descobrir a existência ou não da depressão. Nos EUA, a Força-Tarefa de Serviços Preventivos recomenda que os médicos deem especial atenção para a faixa etária de 13 a 18 anos.

A pesquisa aponta que não existem provas suficientes para atestar a eficiência do uso dos questionários com o público de seis a 18 anos, o que indica a existência de erros de diagnóstico. Para chegar à essa conclusão, os autores compilaram diversos estudos que colocam o sistema de identificação utilizado em cheque. No fim da busca, os pesquisadores só encontraram 17 estudos que comparam os resultados obtidos pelos questionários com a deliberação de um psicólogo, após uma consulta com o adolescente ou a criança, para determinar se estavam depressivos.

Ao entrarem em contato com a metodologia e os resultados dos estudos, eles descobriram que a maioria das pesquisas eram muito pequenas e que também não havia dados suficientes para estabelecerem um ponto de corte nos questionários que definisse a partir de qual pontuação final uma pessoa teria depressão.

No Brasil a detecção da doença no público infantojuvenil muitas vezes é feita pela escola e pela família, que encaminham o jovem para um psicólogo. De acordo com a psicóloga Priscila Badotti, a mudança no comportamento da criança varia de irritação e impaciência a medo e ansiedade.

“A depressão na fase da infância e adolescência é diferente da adulta. Muitas vezes a criança não chega a ficar triste, apenas irritada. Já o adolescente se isola dos amigos e da família”, afirma a psicóloga que utiliza a abordagem psicanalítica.

A psicanálise, corrente da psicologia criada por Freud, usa a conversa para tratar as doenças mentais. O psicólogo auxilia o paciente a encontrar a origem dos seus problemas, como situações mal resolvidas do passado, por meio da palavra.

“A criança costuma compartilhar muito mais que o adolescente. Ao lidar com os pequenos muitas vezes nós, psicólogos, utilizamos do lúdico. Vários recursos podem ser aplicados para entrar em contato com a realidade da criança. É comum que se utilize jogos, desenho, pintura, massinha de modelar ou qualquer outra coisa que a atraia”, explica a profissional especialista em psicologia infantil.

A psicóloga aponta que variação de comportamento da criança não deve ser confundida com algo passageiro como uma birra. É preciso que há mais de um mês os responsáveis notem a diferença de humor, ou até mesmo na rotina de sono: “algumas podem apresentar dificuldade para dormir”, afirma. Já nos adolescentes é mais difícil identificar a depressão, pela própria tendência da idade de ficar mais ausente da família. “Existe uma linha tênue entre adolescência e depressão. Não sair com os amigos e não mostrar interesse por nada pode apontar um quadro depressivo”, aponta Priscila.

Outra área afetada pela depressão é o desempenho escolar. “Tanto a criança quanto o adolescente se mostram indiferentes ao aprendizado. Na fase do vestibular, o jovem pode não demonstrar afinidade com nenhum curso”, exemplifica, “já estar deprimido e se encontrar num curso que não corresponde às expectativas pode agravar a situação”, completa.

AMANTES DE LIVROS VIVEM MAIS, AFIRMAM CIENTISTAS

GAZETA DO POVO | Assim como uma dieta saudável e exercício, livros parecem promover uma “significativa vantagem de sobrevivência”

Boas notícias no Dia Nacional dos Amantes de Livros (celebrado no dia 9 de agosto nos Estados Unidos): um capítulo por dia mantém o ceifador de almas à distância – pelo menos por um pouco mais de tempo.

Um estudo recente de pesquisadores da Universidade de Yale, publicado online na revista Social Science & Medicine, concluiu que “pessoas que leem livros regularmente apresentaram uma redução de 20% no risco de morte nos 12 anos de acompanhamento em comparação com pessoas que não leem livros”.

Os dados foram obtidos de um estudo longitudinal chamado Estudo sobre Saúde e Aposentadoria (Health and Retirement Study) patrocinado pelo Instituto Nacional do Envelhecimento. O estudo observou 3.635 indivíduos, todos com mais de 50 anos, que foram divididos em três grupos pelos pesquisadores: aqueles que não liam livros, aqueles que liam até 3,5 horas por semana e aqueles que liam mais de 3,5 horas por semana.

As descobertas foram notáveis: leitores de livros sobreviveram por quase dois anos a mais do que aqueles que não abriam um livro.

Controlando para variáveis como nível educacional, renda e estado de saúde, o estudo descobriu que aqueles que liam mais de 3,5 horas por semana tinham uma probabilidade 23% menor de morrer durante o período de 12 anos. Aqueles que liam até 3,5 horas – uma média de meia hora por dia – tinham uma probabilidade 17% menor.

Em outras palavras, assim como uma dieta saudável e exercício, livros parecem promover uma “significativa vantagem de sobrevivência”, concluíram os autores.

POR QUE ISSO ACONTECE?
Por que ou como isso ocorre permanece obscuro. A pesquisa mostrou apenas uma associação entre leitura de livros e longevidade, não uma relação causal. Mas as descobertas não são assim tão surpreendentes. Outras pesquisas recentes mostraram que ler romances parece impulsionar a conectividade cerebral e a empatia.

Os resultados poderiam ser bons para os brasileiros, mas houve uma queda na venda de livros entre 2015 e 2016, de acordo com Nielsen BookScan, o principal coletor de dados para a indústria de publicações de livros. Atualmente, há uma queda de 14,93% em volume e 5,83% em valor, resultados melhores que o comparativo do período passado, que apresentou queda de 16,30% em volume e 6,94% em valor.

Quando se trata de quais países leem mais livros, Índia, Tailândia e China estão em primeiro, segundo e terceiro lugar, respectivamente, de acordo com o Índice de Cultura Mundial, enquanto o Brasil vem em 27º, atrás de países como Egito, Austrália, Turquia e Alemanha.

Infelizmente, os pesquisadores de Yale disseram que a longevidade não é aumentada pela leitura de jornais.

DEZ MANDAMENTOS PARA COMEÇAR UM NAMORO

ULTIMATO | Para você que é solteiro, leia com urgência. E se já está namorando, faça um raio-x do seu namoro. Casado? Eu também sou e valeu muito a pena seguir os dez mandamentos abaixo antes de dizer “sim” para a minha esposa

1 – SEJA RACIONAL E NÃO SENTIMENTAL
As maiores causas de separação e divórcios hoje são: incompatibilidade de gênero, vida financeira e sexo. Veja bem com quem você está casando. Não veja só a embalagem, avalie bem o produto com a sua razão. Procure belezas que não passam.

2 – REPARE NA MANEIRA COMO ELA/ELE TRATA OS PAIS
Analise muito bem as palavras que ela/ele usa para tratá-los. Será provavelmente a maneira como essa pessoa irá tratar você. Quem honra os pais também honra o cônjuge. Um mau filho não será um bom marido. Não é a toa que às vezes eu ouço da minha esposa: “Você acha que eu sou sua mãe?”, mas a gente se perdoa. Ninguém é perfeito.

3 – OUÇA SEUS PAIS
Escute-os. A maioria dos casais que se unem com a desaprovação dos pais não vai adiante com o relacionamento. Procure também a opinião de pessoas que você respeita, seus líderes, livros sobre o assunto e amigos mais experientes. Não seja levado pela síndrome adolescente do “eu já sei de tudo”.

4 – DESCUBRA OS PRINCÍPIOS DE VIDA DESSA PESSOA
Ela certamente tem convicções firmes sobre verdade, família, caráter, honestidade, sonhos, trabalho, carreira, bondade, respeito. Você sabe quais são? Isso deve ser analisado antes e não depois do casamento. Se a pessoa que você quer namorar deseja levar você logo para cama, certamente não gosta de você. A verdade é que ela/ele quer apenas aproveitar e usar você, depois jogar fora. Respeito é fundamental. Conheça bem os seus valores.

5 – PROCURE ALGUÉM QUE AMA A DEUS E A SUA PALAVRA
Veja quais são as suas convicções a respeito da Bíblia, Cristo, culto, oração, igreja, espiritualidade, etc. Não se relacione com alguém que é indiferente para com Deus. Se essa pessoa for indiferente para com Deus, certamente também será para com os valores absolutos da Bíblia, na prática da oração, não terá vontade de ir aos cultos e muito menos ter relação com pessoas da Igreja. Isso faz toda a diferença.

6 – NÃO VIVA PROCURANDO A PESSOA PERFEITA
A “pessoa certa” é um mito, não se desespere se você ainda não encontrou alguém assim. Você não vai encontrar mesmo, não existe pessoa perfeita! Não existe “alma gêmea”, não existe princesa ou príncipe encantado. Não ande em busca da pessoa certa. Faça diferente: torne-se, prepare-se para ser a pessoa certa. O segredo é cultivar a si mesmo, como diz o poeta gaúcho Mário Quintana: “O segredo é não correr atrás das borboletas… É cuidar do jardim para que elas venham até você”. Isso vale tanto para homens quanto para mulheres, mas que os homens não se acomodem mais do que já estão, querendo que as mulheres venham até eles. Já temos Homers Simpsons demais por aí.

7 – PROCURA ALGUÉM QUE O AJUDE A SER UMA PESSOA MELHOR E NÃO “MAIS FELIZ”
O casamento existe para somarmos na vida um do outro e experimentarmos mais de Deus. Procure alguém que te torne uma pessoa melhor no caráter e mais parecida com Jesus. Reflita se ela te torna mais “feliz” momentaneamente, mas te aproxima do pecado e te afasta de Deus frequentemente. Isso diminuiria muitos aconselhamentos pastorais.

8 – PROCURE ALGUÉM QUE TENHA OBJETIVOS PARA CASAMENTO
A maioria das pessoas hoje quer namorar para passar tempo e aproveitar o que as outras tem de bom: boca, corpo, coisas e sexo. Procure alguém para compartilhar a sua vida, coisas boas e ruins e não apenas o prazer R$ 1,99 de beijar, dar uns “amassos” e fazer sexo fora do casamento. Isso, no casamento, é cem mil vezes mais sensacional. Dou minha palavra.

9 – NÃO IDOLATRE A ATRAÇÃO FÍSICA!
Já falamos disso antes, certo? Mas como a gente é muito burro neste ponto, vale a pena repetir. Olhos verdes, ruivas, morenos, musculosos, cabelo liso, seios siliconados, barriguinha magra, branco, “negão”, lábios carnudos, e blá, blá… Não sou hipócrita para afirmar “não procure beleza”, até porque acho minha esposa linda demais, mas no fim das contas isso vale pouco. “Idolatre” mais a personalidade do que a aparência. O legal do amor é amar a pessoa inteira, não somente a casca.

10 – PROCURE ALGUÉM QUE SEJA BELO(A) NO CONJUNTO TODO
Para encontrarmos uma pessoa de Deus precisamos ter um conceito total, pleno e integral de beleza. Procure alguém que seja belo em seu jeito de ser, personalidade, temperamento, fé, amor, palavras, carinho, disposição, serviço, atitudes, conhecimento, caráter, sonhos, amizade, família, profissão, entre outras coisas. Beleza ultrapassa curvas e traços corporais passageiros. Beleza é o que somos e seremos para sempre, não apenas o corpinho de 20 anos.

RESUMINDO TUDO: pense bem. Os nossos sentimentos são especialistas em nos enganar e, pior, podem machucar bastante. Se você já está namorando alguém e depois de tudo que leu entrou numa crise, ouça meu conselho: leia o texto com seu namorado(a) e tenham uma D.R. urgentemente!

• Jean Francesco é casado com a Gesiê, teólogo, escritor e pastor da Igreja Presbiteriana da Penha, em São Paulo (SP).

ESTUDANTES E DONAS DE CASA TÊM MAIOR ÍNDICE DE DEPRESSÃO DO QUE TRABALHADORES “COMUNS”

GAZETA DO POVO | Fato de suas atividades não serem reconhecidas como deveriam é um dos motivos para explicar distúrbio

Dedicar-se a trabalhos domésticos ou ao estudo são ofícios que precisam de mais respeito e, sobretudo, atenção quando o assunto é saúde pública. Pesquisa divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, em relação ao mercado de trabalho, estudantes, donas de casa e também os aposentados constituem o grupo com o maior índice de prevalência de quadros depressivos.

De acordo com o quarto volume da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), publicado no fim do mês passado, o conjunto dos chamados “fora da força de trabalho” – que absorve trabalhadores do lar, estudantes e aposentados – representava, em 2013, 10,2% do total de pessoas de 18 anos ou mais que já relataram sofrer de depressão. Para se ter uma ideia, o universo dos que à época disseram ter um trabalho fixo e que ressaltaram diagnóstico médico positivo para o distúrbio foi quatro pontos percentuais mais baixo, ou seja, 6,2%.

As justificativas clínicas que ajudam a dar respaldo aos números mostram que o problema não é irrisório. E pior: tem origens na própria estrutura da sociedade, cuja cultura tende a não reconhecer a importância das atividades praticadas por quem não frequenta o ambiente de trabalho oficialmente estabelecido pelo mercado.

“Se elas fossem reconhecidas, se sentiriam mais úteis à sociedade”, afirma a psicóloga e professora de Psicologia da Universidade Positivo (UP) Marina Pires Alves Machado, referindo-se à classe dos estudantes, donas de casa e aposentados. “O trabalho é central na nossa vida. Quando somos pequenos, todos ficam perguntando o que a gente vai ser quando crescer, que profissão vamos seguir. Parece que até então a gente não é nada. E quando exercemos uma atividade que não é remunerada, é como se isso fosse menos e acaba afetando nossa autoestima, nosso bem-estar”, explica.

E, para os aposentados, o argumento de já ter feito o bastante parece não pesar muito nestas horas. A professora explica que a falta de uma rotina de trabalho pode romper bruscamente o cotidiano de um idoso, que, muitas vezes, não está preparado para viver uma vida mais tranquila. É quando chega a depressão.

“A pessoa sai de casa e fica 30, 40 anos trabalhando. Quando vai se aposentar não parece encontrar meios de como ocupar o tempo dela. Ela já não sabe mais o espaço que ocupa dentro de casa, não se prepara emocionalmente para voltar para essa casa, que geralmente está mais vazia, sem os filhos”, diz a professora, que ressalta a importância, nessas horas, das atividades voltadas para a terceira idade. “Muitas dessas pessoas têm um grupo social que é ligado ao trabalho, o que é mais complicado. Os que tem grupos de amizade fora, conseguem superar isso melhor. Por isso a importância dos programas de melhor idade, que fazem o aposentado ter mais momentos sociais de lazer”.

TRABALHO NÃO É CASTIGO
Os dados divulgados pelo IBGE revelam ainda que o grupo de pessoas com maior índice depressivo também foi o que apresentou a maior proporção de pessoas que precisavam de remédios para dormir (12,6% do total) – o que, de certa forma, ajuda a diminuir o peso de vilão carregado pelo ambiente de trabalho.

“A palavra trabalho vem do latim, e a expressão refere-se a um instrumento de tortura. Só que a gente precisa aprender a desassociar trabalho de castigo”, pondera a psicóloga Andressa Roveda, coordenadora da Comissão Organizacional e do Trabalho do Conselho Regional de Psicologia do Paraná.

Ela explica que, ao mesmo tempo em que alguns tipos de ofício podem sobrecarregar o trabalhador, por outro, as atividades exercidas normalmente motivam relações sociais e momentos descontraídos que podem refletir na qualidade de vida.

“O trabalho é o meio que a pessoa tem de sobrevivência, mas é também o que dá mais sentido de valor para a pessoa, um meio de proporcionar inclusão social e de definir a própria identidade dela”, argumenta Andressa.

A professora Marina Pires Alves Machado, da UP, acrescenta não é o trabalho que está diretamente ligado à depressão, mas a ocupação do sujeito – que pode ou não fazer sentido na vida da pessoa.

“Normalmente a depressão está associada com quem trabalha com aquilo que nunca desejou. É uma frustração de não exercer aquilo que esperava. Porque o trabalho em si não causa depressão”.

“REESCREVI MINHA VIDA”, DIZ RODRIGO SANTORO APÓS INTERPRETAR JESUS

GAZETA DO POVO | Brasileiro diz que viveu “jornada espiritual” ao viver Cristo em “Ben-Hur” e acredita que filme serve como reflexão para os dias atuais

Em sua carreira no cinema, o brasileiro Rodrigo Santoro já foi louco, surfista, travesti, jogador de futebol e até o atual presidente de Cuba, Raúl Castro. Quando foi convidado a interpretar um ícone da humanidade, Jesus Cristo, ele relutou, pensou e decidiu encarar o desafio. A experiência, que poderá ser vista pelo público daqui a duas semanas, quando “Ben-Hur” estreia nos cinemas, acabou representando mais do que apenas um papel.

“É impossível passar por uma experiência como essa e não sair transformado. Foi uma jornada interna e espiritual. Posso dizer que, depois desse papel, reescrevi minha vida”, afirmou Santoro na última terça-feira (2) em São Paulo, onde aconteceu a pré-estreia mundial do filme. Dirigido pelo russo Timur Bekmambetov (“O Procurado” e “Guardiões da Noite”), o novo “Ben-Hur” traz, além do brasileiro, Jack Huston no papel principal e Morgan Freeman.

Segundo os atores, não se trata de uma refilmagem do clássico de 1959 estrelado por Charlton Heston, mas de uma nova adaptação do romance “Uma História dos Tempos de Cristo”, escrito por Lew Wallace em 1880. A história do judeu que luta contra os romanos, paralelamente à trajetória de Jesus, trata de questões que seguem atuais, como preconceito, intolerância e conflitos religiosos. “É incrível que uma obra escrita há mais de um século soe contemporânea. É possível fazer analogias infinitas e, a partir disso, refletir sobre como lidar com isso”, diz Santoro.

TEMPOS VIOLENTOS
Para o brasileiro, o Brasil e o mundo vivem “tempos muito ansiosos e violentos”. “‘Ben-Hur’ se passa em uma época em que era ‘ou eu, ou ele’. Hoje não é ‘nem eu, nem ele’. É uma violência que não conseguimos entender”, avalia. Nesse cenário, filmes como esse e outras adaptações religiosas (como “Os Dez Mandamentos”, campeão nacional de bilheteria em 2016) podem ser vistos como uma busca de alento. “Talvez as pessoas estejam se deparando com um vazio e estão buscando alguma forma de conforto”.

Segundo Santoro, a intenção em “Ben-Hur” foi retratar Jesus de forma mais humana. “A ideia era humanizá-lo o máximo possível, trazê-lo mais próximo das pessoas. Tanto que ele aparece mais dando exemplo do que pregando”, diz. Para isso, o ator buscou referências não só na Bíblia, mas também em livros e pinturas.

E como a representação de um personagem como Jesus Cristo poderia contribuir para essa reflexão? “O mais difícil é pegar aqueles ensinamentos e aplicá-los na prática, no dia-a-dia. A chave para a evolução são as pessoas à nossa volta, então, se o filme ajudar as pessoas a enxergarem isso, está ótimo”.

Durante a entrevista coletiva, Santoro chegou a chorar ao relembrar a filmagem da cena da crucificação. Uma das maiores dificuldades, no entanto, foi o frio que fazia no local, nos célebres estúdios Cinecittà, na Itália. “Nevou na noite anterior, estava tão frio que em determinado momento eu já estava fora de mim”, brincou o ator.

EVERESTE

2015 | Filme recomendado a líderes e liderados. Recomendado a quem lida com gente, com pessoas. Afinal, quais os limites e os riscos de uma liderança considerada frágil? Embora não seja esta a proposta do filme, mas foi exatamente isso que eu procurei respondei depois assistir o filme, não sem antes lutar bravamente para resistir as lágrimas. Detalhe: esse é um filme para assistir com pipoca, guaraná e, é claro, lenço…