MARIAH CAREY REVELA DIAGNÓSTICO DE TRANSTORNO BIPOLAR

VEJA‘Tinha um constante medo de que alguém iria me expor’, revelou a cantora sobre distúrbio descoberto em 2001

Mariah Carey revelou que foi diagnosticada com transtorno bipolar em 2001, quando foi hospitalizada por um colapso mental. No entanto, a cantora só começou a fazer tratamento há poucos anos. “Eu não queria acreditar no diagnóstico”, afirmou em entrevista à revista americana People.

“Até recentemente, eu vivia em negação, me isolava e tinha um constante medo de que alguém iria me expor”, explicou Mariah. “Era um fardo muito pesado para carregar e eu simplesmente não conseguia mais. Recebi tratamento, mantenho pessoas positivas à minha volta e voltei a fazer o que eu amo — escrever canções e fazer músicas”.

Segundo a revista, Mariah possui transtorno bipolar do tipo dois, caraterizado por quadros de depressão e hipomania (grandes variações de humor). Os sintomas ainda incluem insônia e hiperatividade. A cantora está fazendo terapia e tomando medicamentos adequados.

No início, Mariah acreditou que estava apenas com problemas para dormir. “Não era uma insônia comum. Ficava irritada e com um medo constante de decepcionar as pessoas. Eventualmente, simplesmente batia em uma parede. Acho que meus episódios de depressão eram caracterizados por uma energia muito baixa. Me sentia triste, sozinha e até culpada por não estar fazendo o que deveria pela minha carreira”, revelou.

Agora, Mariah está em estúdio gravando as músicas para o seu décimo quinto álbum, o sucessor do CD lançado em 2014, Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse.

EM BREVE…

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MARIA MADALENA: O FILME E O MITO DA PROSTITUTA

ULTIMATO | Semana Santa: o momento mais importante do calendário litúrgico cristão. Tempo sagrado de comemorar, celebrar e atualizar os acontecimentos dramáticos do fim da vida terrena de Jesus e de contemplar, pela fé, o mistério de sua ressurreição. É muito comum que nesta época sejam exibidos filmes que tratem destes temas. É exatamente o caso de “Maria Madalena”, do diretor australiano Garth Davis.

Maria Madalena é um filme interessante por algumas razões. O objetivo dele é mostrar o projeto de Jesus, a compreensão do reino de Deus, a morte e ressurreição na perspectiva de Maria de Magdala, popularmente conhecida como Maria Madalena. O filme de Davis desconstrói algumas compreensões populares a respeito desta Maria. Dentre estas, a de que a Madalena seria uma prostituta. Essa compreensão é recorrente no cristianismo ocidental há séculos. Mas trata-se de uma compreensão equivocada do Papa Gregório Magno, que no século sexto da era cristã associou a “pecadora” anônima de Lc 7.36-50 com Maria de Magdala. Entretanto, em nenhum momento o texto bíblico confirma esta interpretação. O Novo Testamento nunca diz que aquela Maria foi prostituta. Desde então, em todo o ocidente cristão a Madalena tornou-se símbolo de alguém que se arrepende de sua vida pregressa. Só que, não é demais repetir, não há base bíblica para afirmar que ela fora prostituta. Neste sentido, o filme de Garth Davis acerta em cheio quando a apresenta como uma moça que ajudava sua família nas lides da pesca, como muitas outras, considerando que Magdala era uma pequenina aldeia ao redor do grande Lago de Genesaré, que é o mesmo Mar da Galileia. Também conforme o filme, ela era uma assistente da parteira da vila.

O que o Novo Testamento de fato afirma sobre Maria de Magdala é bastante interessante: ela, e outras mulheres, algumas de posição socioeconômica elevada, ajudaram a Jesus e aos doze em sua missão (Lc 8.1-3); ela, bem como outra Maria, seguiram Jesus desde a Galileia até a crucificação em Jerusalém (Mt 27.55-56); ela, e a “Maria mãe de José” prestaram bastante atenção ao túmulo onde Jesus fora sepultado (Mc 15.42-47); ela, e algumas amigas, foram as primeiras a ir ao túmulo onde Jesus fora sepultado, logo na madrugada do domingo (Mc 16.1-2; Mt 28.1), tornando-se uma das primeiras pessoas a tomar conhecimento da notícia mais extraordinária e inesperada de todas: o Rabi Jesus de Nazaré ressuscitou dos mortos (Jo 20.11-16), e uma das primeiras a avisar aos demais apóstolos a respeito de sua descoberta (Jo 20.1-2). Depois destas passagens a Madalena sairá de cena, não sendo mais mencionada. Mas o que a respeito dela é dito é o suficiente para mostrar que ela desempenhou um papel destacado na história dos primeiros seguidores de Jesus.

O filme de Garth Davis tenta fazer jus a estes fatos. Em sua narrativa, ao contrário das especulações baratas do Código Da Vinci, não há romance entre Jesus e Madalena. No filme, Maria de Magdala é uma mulher forte e decidida, porque tem coragem de fazer o que nenhuma mulher solteira teria coragem de fazer naquele tempo: ela sai de casa e se torna seguidora de Jesus. Conforme os evangelhos, foi exatamente isso que aconteceu. Na narrativa fílmica de Davis, o relacionamento entre Jesus e Maria de Magdala não é romântico, e muito menos sexual. Antes, é um relacionamento de confiança, porque um inspira o outro. A Madalena de Garth Davis é a única que entende que o reino de Deus que Jesus anunciou está nos corações, e não vem como uma revolução militar para expulsar os invasores romanos.

Mas todo filme é uma releitura, e o de Davis não é exceção: ele se permite algumas liberdades, que dificilmente teriam tido base histórica. Jesus (Joaquin Phoenix) e Maria de Magdala (Rooney Mara) são caucasianos, e Pedro (Chiwetel Ejiofor) é negro. É improvável que Jesus e a Madalena fossem brancos, e que houvesse judeus galileus negros naquela época. Na cena da última ceia, no cenáculo não há treze pessoas (Jesus e os doze), como estamos acostumados a pensar, mas quatorze (Jesus, os doze e Maria Madalena). O filme é na maior parte do tempo lento e arrastado. Quando Jesus cura alguém ele fica esgotado, chegando a quase perder os sentidos. A narrativa se passa o tempo todo com um clima melancólico, talvez por concentrar a atenção nos últimos dias da vida de Jesus. Com perdão do trocadilho infame, todo mundo no filme está com “cara de Madalena arrependida”, todo mundo com cara de choro e lágrimas nos olhos quase o tempo todo. A meu ver, Davis poderia ter feito a cena do encontro inesperado de Maria com o ressuscitado, narrada com detalhes emocionantes em Jo 20.11-18 mais fiel ao relato bíblico. A cena no filme foi muito rápida, e não tem a carga emocional forte e intensa do relato joanino.

A recriação fílmica do relato da Madalena feita por Garth Davis poderá desagradar a alguns. Mas também fará pensar no papel de uma mulher que teve sensibilidade para abandonar a segurança do seu lar para seguir o Rabi Jesus, por entender sua mensagem e se comprometer com o seu anúncio. O filme poderá provocar uma revisão da maneira como entendemos a Madalena: não uma prostituta endemoninhada, mas uma mulher inteligente, solidária e corajosa, que levou o discipulado – seguir Jesus – às últimas conseqüências.

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PASTORES DEVEM PROCURAR AJUDA EMOCIONAL NA PSICOTERAPIA?

ULTIMATO | Em uma época de ansiedades, transformações, incertezas, guerras e violência, não há como nos mantermos integrados e tranquilos o tempo todo. Mesmo cheios de fé e com nosso espírito firme em Deus, nossa alma muitas vezes se inquieta e sofre com a desestrutura social, a maldade humana e nossas próprias cargas emocionais. Quantas vezes somos atingidos por surpresas doloridas, rupturas de expectativas, e situações de grande complexidade que expõem nossa impotência? Um sábio disse: “Pois ainda que o homem viva muitos anos e regozije-se em todos eles, contudo deve lembrar-se de que há dias de trevas, porque serão muitos” (Ec 11.8).

No passado e no presente temos homens e mulheres, cheios de fé, moralmente íntegros, enfrentando brutais adversidades, injustiças e até martírios (Hb 11,36-40). Andar no escuro, por muito tempo, num combate interior, diuturno, exaustivo é o que místicos cristãos descrevem como a noite escura da alma (J. Bunyan, S. João da Cruz, Tereza de Ávila). Pessoas em sofrimento emocional necessitam de suporte humano afetuoso, sábio, firme, não acusador, distinto de discursos religiosos e moralismo que intensificam o sofrimento, como protestou Jó aos seus amigos bem intencionados, mas inoportunos (Jó 19.1).

Como enfrentar nossas inseguranças e crises pessoais, em face de realidades muito complexas? A fé cristã nos possibilita, com os recursos da graça de Deus, a nos conhecermos no íntimo, como realmente somos, sem disfarces. Nosso misterioso coração necessita ser sondado e discernido, com perícia, para que possamos compreender e elaborar memórias doloridas, emoções tóxicas, jogos neuróticos e pecados estruturais que nos controlam. Mas como trilhar sozinho esse caminho de acesso ao coração? Como aprender sobre nossas emoções, sentimentos, culpas, ansiedades, desejos, medos, ou até mesmo desenvolver bons potenciais ainda inexplorados? Na tradição cristã há os exercícios espirituais e mentoria de “pais” ou diretores espirituais, entre outros dispositivos, para apoio na maturação emocional e elaboração de crises. Estes dispositivos funcionam como uma “herança”, reconhecida como seminal por eminentes construtores da psicologia secular.

A psicoterapia é uma das possibilidades para que a busca por integridade emocional não seja solitária. E os medos de que nesta busca se afaste daquilo em que se acredita, como a fé, o casamento, o ministério, entre outros valores e bens? Se nossa fé está radicada na verdade, em Cristo, porque tememos perdê-los? Não seria importante, podermos abrir – para nós mesmos – nossos medos?

Todos nós temos dificuldades de encarar o que somos e como vivemos. Dificuldade de escutar as expressões de nossa alma, devido a fixações em rotinas e automatismos mentais. Não desfrutamos de pausas para meditação, descanso e gozo. Incorporamos e reforçamos imagens idealizadas sobre a pessoa do pastor. Neste processo podemos ficar prisioneiros da sombria imagem (persona) do super pastor (a), inabalável, bem casado, bom gestor, muito santo, feliz e bem sucedido (a). Nessa vivência inautêntica sabemos que estamos como impostores (as) e tememos ser desmascarado (as). Mas esse sofrimento todo é inútil. Só serve para nos desgastar e nos afastar de tudo e de todos, deixando-nos no mesmo lugar, com os mesmos problemas e conflitos.

É bom saber que Deus ouve nossas angústias e “deseja” que nos reconheçamos como simplesmente humanos. Com direito a buscar ajuda como o fazem nossas ovelhas, junto a alguém preparado e igualmente “sacerdote” em sua ciência: o psicoterapeuta. O psicoterapeuta é o profissional legalmente habilitado para ajuda emocional. Para acolher nossas mais profundas dores, razões e des/razões; tanto as conhecidas quanto as desconhecidas e, até por isso, temidas. É também alguém treinado para nos encorajar a ir em busca do que negligenciamos ou que permitimos que nos tirassem. E ainda para nos ajudar a encontrar o nosso melhor de quem, muitas vezes, por pressões internas e externas, nos afastamos, mesmo que com a melhor das intenções.

Ninguém está livre do mal, mas podemos aprender a lidar com ele em nós mesmos. Todos temos uma “sombra”, um nosso outro lado, não necessariamente ruim, mas apenas desconhecido, que tememos olhar. Não é reprimindo esse lado que ele desaparece. No Gênesis ouvimos a Palavra criadora de Deus dando origem ao céu e terra e a vida humana. E Jesus sempre provocou diálogos para que, mediante conversação, houvesse cura e salvação. Daí a importância do falar; do dividir nossas dores e inquietações. O que nem sempre é fácil, pois, reflexamente, nos escondemos, como Adão, por medo de sermos fulminados num julgamento. Mesmo reconhecendo a necessidade de ajuda protelamos em buscá-la por vergonha, orgulho e outros sentimentos difíceis de lidar, por isso tantos mecanismos de defesa.

O psicoterapeuta tem o compromisso ético de ajudar com um olhar isento de julgamentos, dentro de um setting terapêutico, onde tudo pode ser dito, até porque o dito e o não dito é estritamente confidencial. Alguém treinado a lidar com as inseguranças próprias do humano e que aprendeu a ter coragem (e nos dar coragem) para, com uma atitude criativa, explorar nossa psique, em suas múltiplas facetas sem, contudo, desrespeitar nossas crenças e valores. O encontro terapêutico é um processo dialogal, analítico, catártico e objetivo, com vistas a uma melhor autocompreensão e assertividade. E tem função preventiva para redução de danos e aumento de resiliência psíquica. Um encontro, não de técnicas, mas de pessoas, na busca de compreender e enfrentar a força primitiva e desorganizadora do medo; e, assim, ajudar o desabrochar de bons afetos, e o agir em amor.

Lamentamos as perdas de vidas que sucumbiram à falta de esperança. Acima de qualquer consideração, tenhamos compaixão e misericórdia com quem tenha posto fim à própria vida. Muito provavelmente se tivesse tido oportunidade para abrir seu coração a alguém maduro e de confiança, tal pessoa poderia rever sua decisão de deixar de viver. A qualquer tempo em que tratarmos nossas sombras e complicações existenciais, com supervisão, descobriremos que, independente do quão feia ou má nós a supúnhamos, virá um sentimento de profundo alívio, pela retirada de pesos de nossos ombros. Fardos que nos foram impostos ou que foram criados por nós mesmos. Tenhamos liberdade para ser. Ser não o melhor, nem o primeiro, mas ser simplesmente o meu melhor, verdadeiramente. Ser íntegro comigo e com Deus e com meus limites e potencialidades, ainda que cercado por fatos e pessoas que insistam em ressaltar nossa impotência.

Descobrir que não existe apenas a dor e o vazio desesperador. Existe um sentido de vida que não está no outro, nem no exterior de uma religião, mas está em nós mesmos e na sacralidade de nosso Deus e de nossa relação com Ele. Jesus nos chama a adentrarmos na intimidade dum lugar secreto para nos abrirmos com o Pai (Mt 6.6). É o nosso “Santo dos Santos”, lugar do encontro pessoal com Deus. Não um templo, mas o mais íntimo de nosso espírito diante do Espírito Santo de Deus. E lá no fundo de nosso coração, alma e espírito, sabemos – pois está cravado em nosso ser – que somos muito mais importantes para Deus do que a imagem ou juízos que as pessoas possam ter de nós.

Quando vivemos sob o medo, somos aprisionados e limitados no pensar e no planejar. Já o amor, a graça e a liberdade nos liberam para podermos “vir a ser”, a pessoa para a qual Deus nos criou e capacitou a sermos.

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O Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos e a EIRENE podem ser pontos de apoio para pastores e familiares em busca de ajuda emocional.

MIDIAN LIMA | “Deus me deu. Deus tomou. Bendito seja o nome do Senhor. A Ele a glória, a Ele a honra e o louvor”… Essa letra dispensa quaisquer comentários…

O SOFRIMENTO DO PASTOR

É AMANHÃ | Pastor João Rainer estará ministrando a Palavra de Deus e também lançando o seu livro na ADPV Jardim Vitória. Venha com sua família. Será um prazer estarmos juntos…

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